quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Facebook incita choque político, diz estudo

Pesquisa do Pew Research com americanos mostra que uso da rede como fonte altera compreensão média do noticiário

| » 22 de Outubro de 2014 09:55
facebook_curtirSegundo um novo estudo do Pew Research Institute, o Facebook é a segunda maior fonte de informações de americanos. Só perde para a televisão local. Nesse sentido, a rede social tende a replicar a opinião recomendada por afinidade sem refletir, necessariamente, a variedade do debate no espectro político.
Segundo os pesquisadores, o crescimento do Facebook como plataforma para leitura de noticiário político contribui para a maior polarização ideológica americana, já que o feed da plataforma é guiado por amigos, parentes e conhecidos. “Quando se trata de conseguir informações sobre política e governo, liberais e conservadores habitam mundos diferentes. Há pequena sobreposição de fontes de notícias para as quais se voltam que são confiáveis”, diz o estudo.

Caminhos para o premium

Conteúdo, contexto, dados e escala são palavras-chave para um case eficiente

Por Bob Lord, para o Advertising Age*
Apps-digital-content1A definição de premium depende de quem responde. Para alguns, significa simplesmente anúncios que aparecem em sites bem conhecidos e seguros. De preferência em homepages. Para outros, trata-se de um formato criativo e atraente que chama a atenção e engaja a audiência. Sem banners ou botões, acrescente-se. Ambas as definições estão corretas, claro. E erradas.

Um verdadeiro anúncio premium – aquele que envolve o público certo, no lugar certo e na hora certa – depende muito do cruzamento de contexto e conteúdo. O anúncio mais bem inserido do mundo não significa nada se ninguém clica nele ou nem o nota. E certamente a criatividade pode ser desperdiçada se um anúncio com potencial de engajamento é publicado nos confins do universo digital ou posicionado ao lado de algum conteúdo inapropriado.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Poder em dose dupla

Por Monica Gugliano | Para o Valor



Dilma: Constituinte para fazer reforma política e tratar da reeleição
Dilma: Constituinte para fazer reforma política e tratar da reeleição
Aos gritos de “uh, tererê!”, entoados como um cântico de guerra, “vossas excelências” desabafavam, sob o peso do cansaço, no plenário da Câmara dos Deputados. Naquela noite de casa cheia, em 28 de janeiro de 1997, 336 parlamentares acabavam de dizer “sim” à emenda constitucional 16, que autorizava a reeleição para os ocupantes de cargos no Poder Executivo. A votação ainda deveria ser confirmada – mais uma vez pela Câmara e duas vezes pelo Senado.







 Mas, àquela altura, nem mesmo um terremoto poria abaixo a obra que resultara da complexa operação de engenharia política. Dezessete anos depois, a reeleição continua de pé, mas candidatos da oposição sugeriram derrubar a obra. Nesta campanha eleitoral, apontaram falhas na estrutura, rachaduras nos preceitos e buracos nos sistemas de controle. Propõem fazer uma reforma política e passar de quatro para cinco anos o mandato dos ocupantes de cargos no Executivo. “Seria uma operação de engenharia política reversa. Tão complexa, mas tão complexa que não vejo a menor condição de que possa ser executada”, diz o sociólogo e cientista político Antônio Lavareda.



segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Uma eleição que entra na história


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A eleição de 2014 entrará na história política do Brasil como a mais emocionante e a mais imprevisível desde 1989. Já aconteceu de tudo. No dia 13 de agosto, pouco antes do início da propaganda eleitoral gratuita, Eduardo Campos morreu em um acidente aéreo. Todos se lembram dos acontecimentos. Na primeira pesquisa divulgada após o acidente, Marina estava na frente de Dilma nas intenções de voto em segundo turno. A subida de Marina foi meteórica. Em seguida, ela foi atacada tanto por Dilma quanto por Aécio. A campanha de Dilma procurava colocar em questão a capacidade que Marina teria para governar o país, apontando contradições e seu discurso, recuos, mudanças de posicionamento. A campanha de Aécio afirmava que Marina era, no fundo, uma petista. O objetivo era resgatar o eleitor tucano que havia decidido votar na candidatura do PSB.

A ascensão de Marina foi tão impressionante que, nos primeiros dias de setembro, Aécio e o PSDB tiveram que vir a público negar que ele desistiria de sua candidatura presidencial para concorrer ao governo de Minas. Isso mesmo. A entrada de Marina na corrida eleitoral teve impacto sobre a disputa em Minas. Antes, havia a possibilidade de que o eleitor mineiro votasse maciçamente em Aécio para presidente e em Pimenta da Veiga para governador. O argumento em defesa do candidato de Aécio ao governo de Estado era simples: com um ex-governador no Palácio do Planalto e seu aliado político no governo de Minas, o Estado seria muito favorecido. A subida de Marina, chegando a ultrapassar Aécio nas pesquisas de intenções de voto regionais, jogou por terra esse argumento. Isso ajudou Fernando Pimentel, do PT, a conquistar o governo de Minas.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O que as eleições podem ensinar às marcas

Há alguns anos eu já participava de discussões onde se dizia que as marcas não tinham mais a posse da sua própria identidade.

Crédito: Fotolia.comVamos dizer que, mais do que cair na boca do povo, as marcas caíram nas mãos do povo.
Apesar desse discurso ser antigo, tive essa semana a mais contundente demonstração prática dessa história tantas vezes repetida.

Descrevo a seguir.

Adoro conversar com pessoas. Saber suas opiniões.

Leia o post completo em: http://grupom.com.br/o-que-eleicoes-podem-ensinar-marcas/

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Content marketing em três lições

Marcas e publishers precisam mudar aspectos importantes de suas abordagens

| » 16 de Outubro de 2014 09:21

(*) Por Dan Gardner e Steve Baer para o Advertising Age
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A convergência da marca e do publisher está ficando mais forte e ambos precisarão aprender novas competências um com o outro
Crédito: Divulgação
Muitas empresas estão reunindo escritores e designers, e rotulando-os de “redação da marca”, mas grande parte das mensagens que sai dessas redações soam bastante esquisitas. O culpado? O processo. A maioria das marcas não publica um único tuíte, imagem no Facebook ou banner sem checar várias vezes e fazer com que o conteúdo passe pelas mãos de quatro diretores.

Em vez disso, as marcas precisam ser mais como os publishers e adotar uma filosofia responsiva em suas redações.


Veja o post completo em: http://grupom.com.br/content-marketing-em-tres-licoes/

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

As mídias sociais tornam a sociedade melhor?


Participar de protestos nas mídias sociais é muito fácil, basta apertar um botãoA pergunta título deste post me incomoda, pois a resposta não é clara. Sou entusiasta do mundo digital. Ele viabiliza a inclusão social e reforça a cidadania, mas muitas vezes eu tenho dúvidas dos reais benefícios e dos impactos a médio e curto prazo que as mídias sociais podem trazer às nossas vidas.

Me responda: os enormes movimentos populares ocorridos nas mídias sociais em junho de 2013 em nosso País trouxeram quais resultados práticos para a sociedade brasileira? Os resultados parecem incrivelmente acanhados quando comparados ao tamanho do que foi alcançado nas mídias sociais.
Participar das causas ou protestos nas mídias sociais é muito fácil, basta apertar um botão, pressionar o “curtir”, digitar algo no teclado no aconchego do lar, com uma Coca-Cola aberta e um saco de batatas fritas ao alcance das mãos. Será que ao utilizar as novas tecnologias nós não estamos nos esquecendo de fazer as coisas de forma mais lenta, sustentável e profunda? Será que existe debate genuíno, senso de coletividade e senso de pertencimento no ambiente digital?