segunda-feira, 19 de junho de 2017

Há riscos para as eleições de 2018

Por Monica Gugliano – 16/06/2017 – Valor
Alexandre Cassiano/Agência O Globo
Silvana Batini, da FGV: “Atuação do Ministério Público é criticada porque desafia o direito penal, que só protegia uma elite”
A eleição de 2018 corre riscos, alerta a professora da Fundação Getulio Vargas (FGV) e procuradora regional da República Silvana Batini. Para ela, a decisão do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral na ação contra a chapa Dilma-Temer, na semana passada, demonstrou que o TSE não tem capacidade para coibir abusos e tem dificuldade para punir quando acontecem. “O TSE não fiscalizou e não impediu os comportamentos ilícitos. Deixou que eles prosseguissem e, agora, que ficou evidente e foi constatado que existem, não fez nada”, diz.
Além desse risco, Silvana assinala que o resultado da ação cria uma jurisprudência que pode impedir a punição de outros candidatos por todo o país, estimulando fraudes, desvios e abusos nas eleições. Para ela, o parecer do relator Herman Benjamin foi tão meticuloso, alinhou tantas provas, que deixou claro que os argumentos dos que votaram contra a cassação da chapa não eram sinceros. “Os juízes tiveram que lançar mão de artifícios, de interpretações da lei para chegar a esse resultado. Fizeram isso porque os fatos demonstrados pelo relator são avassaladores e o Tribunal preferiu ignorá-los, em vez de se defrontar com eles e condenar essas práticas”, afirma.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Sun Tzu nunca foi tão atual

“A estratégia sem tática é o caminho mais lento para a vitória. Tática sem estratégia é o ruído antes da derrota.”

A máxima, de Sun Tzu, é autoexplicativa. O general chinês entendeu, há cerca de 2.500 anos, a importância do planejamento para fazer prosperar qualquer iniciativa: de guerras a empresas. O “conselho” de Tzu, resumido, seria mais ou menos: tenha um objetivo, fundamente bem a sua estratégia, desenvolva táticas e vença – na vida, na guerra e nos negócios.
Falando em negócios, é sempre válido recordar que o ambiente sempre foi marcado pela competição implacável, busca constante pela retração de custos, foco na produtividade e, claro, pela conquista de resultados. Onze em cada dez players (grandes, médios pequenos; do passado ou do presente; online ou off-line) se digladiam por isto. Mas somente alguns conseguiram ou estão, de fato, alcançando o sucesso. São exatamente aqueles que têm planejamento.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Propósito de marca não deve nascer com fim mercadológico

Durante ENA, especialistas alertaram sobre a deturpação da aplicação do propósito no marketing

Karina Julio
8 de junho de 2017
Daniele Tranchini, da agência La Fabbrica (crédito: divulgação)
O marketing foi tomado por uma nova premissa mandatória, o propósito, que virou quase uma regra para as marcas. No Encontro Nacional de Anunciantes (ENA), que acontece nesta quinta-feira, 8, em São Paulo, especialistas falaram sobre a noção de propósito e como trazer esse espírito para as empresas na prática, revertendo a imagem de marca em resultados.
Em um contexto no qual todas as faixas etárias têm uma visão mais crítica do setor privado, espera-se que as marcas busquem soluções reais para problemas da sociedade. Daniele Tranchini, CEO global da La Fabbrica, agência italiana de projetos culturais e sociais,  acredita que há um equívoco das empresas em buscar apenas benefícios de marketing em seu propósito. “O propósito leva à reputação, que leva à preferência do consumidor e por conseguinte às vendas. É isto que motiva os funcionários e os tornam mais leais. É uma estratégia multitarget: se você tem um propósito voltado à crianças, por exemplo, automaticamente fala com os pais, educadores e assim por diante. Mas se for uma fachada e descobrirem, você está morto”, afirmou.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Em propaganda, a emoção funciona melhor

Estudo feito no Reino Unido comprova a abordagem

por Rafael Sampaio          publicado em 06 de junho, 2017
A crença de que a emoção funciona melhor em propaganda do que a abordagem racional é bastante disseminada entre os publicitários e anunciantes mais experientes. Uma comprovação mais bem estruturada surgiu em 2014, com o livro The long and the short of it (Equilibrando estratégias de marketing de curto e longo prazo), que foi publicado pelo IPA (Institute of Practitioners in Advertising) – entidade das agências do Reino Unido – e escrito por Les Binet, chefe de eficácia da adam&eveDDB, e Peter Field, consultor de marketing.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Jovens têm baixo nível de percepção de qualidade de vida no trabalho

Índice da Sodexo aponta maior satisfação entre pessoas com mais experiência

por MARIANA ZIRONDI          publicado em 29 de maio, 2017
A qualidade de vida no ambiente de trabalho tem mobilizado pesquisas e investimentos com foco não só no aumento da produtividade, mas também para promover a sustentabilidade. De olho nesse tema, a Sodexo apresenta o Índice Sodexo de Qualidade de Vida no Trabalho (IQVT) para compreender fatores que interferem nessa questão, medindo a ideia do brasileiro em relação ao trabalho.
Parcialmente, os resultados apontam indivíduos com baixo nível de percepção quanto a qualidade de vida no trabalho sem um gênero determinante para essa classificação. Os mais jovens aparecem estar mais insatisfeitos, apesar de apresentarem bom grau de instrução (superior completo). Em geral, os maiores níveis de insatisfação estão em empresas de grande porte com mais de 500 funcionários. Segundo o estudo, 11% das pessoas jovens, com superior completo e que trabalham como empregados em áreas executivas e sem atribuição de chefia, se mostraram insatisfeitas.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

E-commerce cresce 16% no Dia das Mães

Smartphone foi o produto mais procurado e lojas virtuais recuperaram vendas usando retargeting

por PROPMARK publicado em 19 de maio, 2017 - 08:00
Em 2017, o faturamento no Dia das Mães, que aconteceu no último dia 14 de maio, foi de R$ 1,9 bilhão. O crescimento representa 16% em relação ao mesmo período do ano passado, registrado em R$ 1,62 bilhão. Esse resultado superou as expectativas do Ebit, que previa aumento de 7% para a data. O monitoramento foi realizado com base nas compras realizadas no varejo eletrônico entre 29 de abril e 13 de maio.
O número de pedidos neste ano foi de 4,520 milhões, aumento de 12% dos 4,036 milhões de 2016. “Esta data é um importante termômetro para as vendas do e-commerce no resto do ano. O resultado muito acima na expectativa mostra que o consumidor está confiante de que o pior da crise econômica já passou. Além disso, por possuir preços mais competitivos e disponibilizar entregas em poucos dias em grandes cidades permitindo comprar mais próximo ao do domingo dia das mães , o e-commerce está atraindo ainda mais consumidores que tradicionalmente compravam no varejo físico”, disse Pedro Guasti, CEO da Ebit.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

O marketing é protagonista ou figurante na sua empresa?

por João Gabriel Chebante  publicado em 04 de maio, 2017
Anos atrás tive um projeto que me encheu de orgulho. O desafio era identificar a viabilidade de estabelecer um novo segmento no entretenimento nacional, bem reconhecido nos EUA e parte da Europa/Oriente Médio, a partir de um briefing que, se não foi feito em um guardanapo, também não era muito longe disso em um PowerPoint. Ao estabelecer minha metodologia de trabalho, consegui não somente verificar que havia espaço para uma empresa estabelecer-se em um segmento ainda pouco profissional mas que, seguindo alguns passos, poderíamos criar um sinônimo de categoria no país.