quarta-feira, 11 de março de 2015

Adobe Cloud apresenta novas soluções

por Mariana Zirondi, de Salt Lake City

Brad Rencher, vice-presidente de Digital Marketing da Adobe
Brad Rencher, vice-presidente de Digital Marketing da Adobe
A abertura do Adobe Summit 2015 aconteceu nesta terça-feira, em Salt Lake City, em Utah, nos Estados Unidos. Entre os diversos temas debatidos, a experiência do consumidor pode ser apontada como tendência para marketers espalhados pelo globo. Durante a sessão, comandada por Brad Rencher, vice-presidente de Digital Marketing da Adobe, e com a presença do Presidente e CEO Shatanu Narayen, duas novas soluções foram lançadas para o Adobe Marketing Cloud, reforçando sua liderança na venda de marketing na nuvem.

A primeira delas, Adobe Audience Manager, oferece novas informações para gerenciar o tráfego dos consumidores. Isso inclui uma nova Audience Marketplace, para comprar e vender dados anônimos de audiência e identificar os indivíduos de uma família que usam um mesmo dispositivo.

terça-feira, 10 de março de 2015

Dilma e Nixon


http://grupom.com.br/wp-content/uploads/2015/03/Corel6.jpgNa política americana, e talvez mundial, há a expressão “somente um Nixon poderia ir à China”. Trata-se de uma referência à visita do então presidente dos Estados Unidos Richard Nixon, em 1972, à China plenamente comunista. Nixon era conhecido no seu país como um radical anticomunista. No entanto, mesmo assim ele se reuniu com o secretário-geral do Partido Comunista, restabelecendo relações diplomáticas entre os dois países e reiniciando um lento e contínuo processo de reaproximação. Vale lembrar que se vivia no início dos anos 1970 o auge da Guerra Fria e a China, junto com a União Soviética, era tida como um dos principais inimigos americanos.

Não se trata de um episódio trivial.

Foi justamente o fato de Nixon ser um empedernido anticomunista que permitiu que ele se reaproximasse da China comunista. O motivo é simples. A ideologia de Nixon e o seu compromisso em combater o comunismo era muito sólido e bem estabelecido em sua imagem de líder político. Assim, ele tinha mais do que qualquer outro a autoridade de fazer o que fez. Somente ele poderia liderar a sua base política de direita e persuadi-la de que se tratava de um movimento aceitável. Basta imaginar o oposto. Se um presidente americano de esquerda fizesse a aproximação com a China, ele iria ser imediatamente acusado de querer implantar o comunismo nos EUA. Isso jamais aconteceu com Nixon.

Leia o post completo em: http://grupom.com.br/dilma-e-nixon/

segunda-feira, 9 de março de 2015

A mãe de todas as derrotas

Passou o carnaval e, como estamos acostumados a afirmar, o ano começou. Feliz 2015, prezados leitores e leitoras! Aliás, passamos dois meses dizendo “feliz 2015″ para todos aqueles que encontramos apenas depois do Réveillon. Do ponto de vista formal, o ano começou com a posse de Dilma. Do ponto de vista substantivo, na política, o ano começou um mês depois, em 1º de fevereiro, com a eleição de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara. Os dois eventos se juntam agora, no início do ano pós-carnavalesco, o ano que vale para um país chamado Brasil.


CorelA eleição de Cunha para a presidência da Câmara representa uma derrota significativa para o governo. Trata-se da “mãe de todas as derrotas” que se seguiram, e foram várias. Há duas comissões parlamentares, no âmbito da Câmara dos Deputados, que são de grande importância para o processo legislativo, em particular quando o governo Dilma terá que aprovar novas medidas econômicas, que são uma inflexão na comparação com a política macroeconômica adotada no primeiro mandato. Trata-se da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e da Comissão de Finanças e Tributação (CFT). Os parlamentares que estarão à frente das duas comissões são figuras de confiança de Cunha e, portanto, não necessariamente vão defender a posição do governo.

sexta-feira, 6 de março de 2015

A Classe “C” vai à Disney e ao Walmart


CorelEstá longe o tempo em que somente os brasileiros da classe “A” iam à Disney. Há cinco anos, fui lá pela primeira vez na condição de pai. Agora, no início de 2015, acabo de retornar da terra do Mickey Mouse e a diferença, no que tange à presença brasileira, é imensa. É possível que os brasileiros sejam em torno da metade dos frequentadores dos parques da Disney durante o inverno americano. Digo isso baseado em uma evidência anedótica.


Há uma atração no parque Hollywood Studios da Disney chamada “Lights, Motors, Action. Extreme Stunt Show”, na qual é apresentado ao vivo e em cores como se faz para filmar uma perseguição automobilística. Há uma enorme arquibancada que comporta uma plateia bastante numerosa. Na primeira parte, o locutor apresenta um dos pilotos de automóvel afirmando que, além de ser um dos melhores dos Estados Unidos, ele é brasileiro. Então, o microfone é passado para ele, cujo nome é Ricardo Oliveira. Ele saúda em português os brasileiros e, diante de uma primeira reação morna, solicita que os brasileiros levantem a mão e gritem de maneira mais entusiasmada. Quando isso é feito, tem-se a impressão de se tratar de metade das pessoas que ocupavam a arquibancada.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Rio de Janeiro completa 450 anos e é polo de conteúdo

Belezas naturais são cenários de grandes produções

filme-rio-2O Rio de Janeiro chega aos 450 anos – completados no último dia 1º – com muita história boa para contar, ao menos como geradora de conteúdo que virou referência mundial. As belezas naturais foram – e são – cenários de grandes produções. Suas paisagens foram usadas por marcas importantes do Brasil e do mundo. A Johnnie Walker “acordou” o Pão de Açúcar com a campanha “Gigante”, criada pela Neogama/BBH. A Havaianas é outra marca que usa e abusa das praias cariocas em sua comunicação; e a Ipanema tomou para si o nome de um dos bairros e praias mais famosos do mundo. A realização do Rio Content Market, que aconteceu na semana passada e reuniu lideranças que discutiram a produção de conteúdo audiovisual, é outro exemplo do quanto a capital fluminense é importante quando o assunto é geração de conteúdo.

A INTERNET MAIS RÁPIDA DO MUNDO

Por Pedro Augusto Leite Costa

O provedor de Internet da Ephrata é o iFiber
O provedor de Internet da Ephrata é o iFiber
A última vez, e talvez a única, que o mundo percebeu que Ephrata existia foi quando um aposentado da Boeing chamado Jim McCullar ganhou o segundo maior prêmio da loteria dos Estados Unidos: US$ 380 milhões, em 2011, após comprar um bilhete no Safeway, na Basin Street, única rua movimentada da região. De lá para cá, essa modorrenta cidade, encravada no deserto que vai da cordilheira do Pacífico até o Estado de Idaho, basicamente proporciona duas alegrias aos visitantes: quando eles chegam e quando eles saem.

Mas agora, Ephrata, cujo nome é sinônimo de oásis, está virando celebridade. Segundo uma pesquisa do blog Gizmodo, os habitantes de Ephrata têm a internet mais rápida do mundo (101,6 Mbps), enquanto o resto dos Estados Unidos se conforma com 18,2 Mbps, em média. Orgulhosa do seu clima seco e frio, além da proximidade do rio Columbia, que proporciona energia barata, qualidades essenciais para refrigeração de servidores, a cidade está abrigando “data centers” gigantes (mais de nove) – entre eles da Microsoft, Yahoo e Intuit – e, acima, de tudo, a alegria da internet veloz para seus felizardos moradores e empresários.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Dilma faz lembrar Mitterrand

or: Alberto Carlos Almeida
brasfrancePor motivos lamentáveis, a França está muito presente na mídia. Radicais islâmicos sempre encontrarão um motivo para levar a cabo um ato terrorista. Desta vez, o motivo foi um conjunto de peças de humor que ofendem os que professam o islã. A lembrança intensiva da França nos remete a um episódio histórico de grande importância, bem diferente do atual, porém muito semelhante ao que acontece no Brasil hoje. Não há no horizonte brasileiro, por enquanto, ameaça terrorista. Não temos uma minoria islâmica, muito menos grupos que não tenham sido incorporados pelo “ser brasileiro” ou “tornar-se brasileiro”. Isso nos deixa distantes dos franceses. Por outro lado, política econômica todos os países têm, e inflexões de política econômica não são casos únicos no mundo.


François Mitterrand foi um dos maiores estadistas franceses. Sua trajetória política foi oposta ao que uma vez Winston Churchill eternizou na frase: “Quem não foi socialista até os 30 anos de idade não tem coração; quem não se tornou conservador depois dos 30 não tem cabeça”. Inicialmente conservador, Mitterrand fez parte da resistência francesa à ocupação alemã e passou uma parte significativa de sua vida política e parlamentar no Partido Comunista Francês. Como ministro do Interior do governo Pierre Mendès-France (1954-1955), ele teve que lidar com a guerra de independência da Argélia, quando declarou que a “Argélia é a França”. Os árabes, portanto, têm razão quando afirmam que estão hoje na França porque antes a França desembarcou em seus países. Mitterrand ficou sem mandato, saiu do Partido Comunista, entrou no Partido Socialista e tornou-se presidente em 1981. Na época, o mandato do presidente era de sete anos, com direito a reeleição. Algo inédito no mundo ocidental. Mitterrand foi eleito e reeleito, passando, portanto, 14 anos no Palácio do Eliseu. Lula ficou somente oito anos no Palácio do Planalto, assim como Dilma ficará somente isso. Caso Lula queira ser presidente do Brasil por mais tempo do que Mitterrand foi presidente da França, terá que ser eleito em 2018 e reeleito em 2022.