quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Greve dos Correios é oportunidade para novos negócios

A paralisação vem causando prejuízos a empreendedores e consumidores. O varejista precisa estar preparado para contornar obstáculos dessa esfera


A greve dos Correios, que começou no dia 17 de setembro, vem causando prejuízos a empreendedores e consumidores, com 21 estados mais o Distrito Federal tendo suas atividades parcialmente paralisadas. Porém, algumas empresas estão encontrando oportunidades em meio a este acontecimento.

Em entrevista ao E-Commerce News, Leandro Baptista, CEO da startup Axado, revela que, “A dica é se antecipar e já adicionar serviços de entregas diferentes no sistema. Os Correios ainda são soberanos na capilaridade e atendimento no território brasileiro, mas gigantes como FEDEX e UPS estão crescendo cada vez mais para atender a esse mercado expresso. Isso mostra uma oportunidade de crescimento para transportadoras que estiverem preparadas para acompanhar a evolução do e-commerce brasileiro”, diz.
  
Baptista lembra ainda que o tipo de transportadora que será escolhido pela empresa varia de acordo com o volume diário de envios e mercadorias que ela trabalha e que muitas já remodelaram suas operações, para conseguir atender a demanda. Total Express, Direct, Jadlog, Azul Cargo e TáticaTransportes são alguns exemplos.

Para o CEO, transportadoras servem como um diferencial para os e-commerces: “Hoje, os clientes de lojas virtuais esperam serviços diferenciados de entrega. Oferecer prazos e preços diferenciados faz toda a diferença na hora de optar pelo transporte,” conclui.


terça-feira, 8 de outubro de 2013

O Boticário concorre ao melhor design de loja na Euroshop 2014

O case é o único brasileiro a ser indicado para concorrer ao prêmio


O novo conceito de lojas da rede O Boticário, já implantado no Shopping Morumbi (São Paulo), vai concorrer ao Prêmio de Melhor Design de Loja na Euroshop, feira de varejo (com ênfase em design, material de ponto de venda, visual merchandising e apresentação de loja) que acontecerá em Dusseldorf, na Alemanha, em fevereiro de 2014. “O fato de ter sido indicado já é uma prêmio para nós”, comenta o arquiteto Julio Takano, sócio da KT – Soluções para o Varejo, que idealizou o novo projeto. 


  
O novo design das lojas está sendo aplicado em cerca de 3.550 pontos de venda no Brasil, e demandará um investimento de R$ 1 bilhão nos próximos quatro anos. O projeto aposta em três pilares na comunicação com os clientes: interatividade, regionalização e experiência com os produtos da marca nos pontos de venda.  As vitrines tradicionais dão espaço a vitrines virtuais, com telas touchscreen e conteúdos interativos. No interior da loja, o cliente conta com tablets à disposição, onde pode tirar fotos dos produtos e enviar para familiares e amigos, como sugestões de presentes.

Segundo Tekano, “A ideia foi criar um conceito de conexão emocional e de experimentação dos consumidores com a marca”. O projeto foi desenvolvido em 18 meses e envolveu a realização de pesquisas em mercados como Hong Kong, Londres e Nova York. “Em última análise, é uma verdadeira reinvenção do conceito já vitorioso do Boticário”, arremata.

Fonte: No Varejo 

Para Carrefour varejistas estrangeiros subestimam competidores no Brasil

"Quando você vai a países como o Brasil ou China, essas pessoas não estão te esperando"


Durante o Congresso Mundial do Varejo, em Paris, o presidente-executivo do Carrefour, Georges Plassat, disse que a era do imperialismo no varejo internacional acabou e os grupos precisam aprender a adaptar suas marcas para ganharem de competidores locais. "Quando você vai a países como o Brasil ou China, essas pessoas não estão te esperando", afirmou. "Nós não estamos em uma era imperialista."

Os comentários de Plassat foram pontuados na última segunda-feira, 07, após uma série de redes de supermercados, incluindo a britânica Tesco e o próprio Carrefour, serem forçadas a frear seus planos de expansão depois de enfrentarem dificuldades em alguns mercados estrangeiros.

"O que os varejistas estrangeiros muitas vezes subestimam ao avaliarem oportunidades para crescer internacionalmente é o crescente poder e sofisticação dos concorrentes locais", disse Plassat, ressaltando o rápido desenvolvimento dos mercados emergentes .  
Depois de um período vendendo ativos para diminuir a dívida, o Carrefour, maior varejista da Europa, procura maneiras de acelerar seu crescimento no Brasil e na China, mais ainda não decidiu como fazê-lo, disse Plassat a investidores em agosto.

Dia das Crianças alavanca o comércio eletrônico em 28%

Eletrodomésticos devem liderar as vendas, seguidos por itens de moda e acessórios, telefonia e celulares


As vendas do comércio eletrônico brasileiro no Dia das Crianças devem ter crescimento  de 28% em 2013 na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a E-bit, empresa especializada em informações do setor. Entre 27 de setembro e 11 de outubro, a expectativa é que o faturamento chegue a R$ 1,15 bilhão.


Imagem: Divulgação
Ainda segundo o estudo, o tíquete médio das compras deve ficar em torno de R$ 390 e apesar de a data ser voltada para o público infantil, os brinquedos não serão os produtos que mais vão ser vendidos no período. Eletrodomésticos devem liderar as vendas, seguidos por itens de moda e acessórios. Telefonia e celulares compõem a terceira categoria de produtos mais vendidos, seguida por informática. Os brinquedos e games ficam com o quinto lugar.

O diretor geral da E-bit, Pedro Guasti, avalia que os consumidores devem aproveitar o fato de os preços no e-commerce continuarem competitivos para comprarem produtos não necessariamente relacionados à data.  No primeiro semestre deste ano, itens de moda assumiram o primeiro lugar como os mais vendidos pelo e-commerce, seguidos pelos eletrodomésticos. Já os brinquedos devem ser priorizados nas compras presenciais, e não nas online.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Terceira idade: uma nova classe consumidora

O poder de consumo dessas pessoas representa uma grande oportunidade


Não há dúvidas de que o número de idosos no mundo está aumentando rapidamente. Recente pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontou que a expectativa de vida do brasileiro aumenta quatro meses a cada ano. Subiu de 62,5 anos, em 1980, para 73,7, em 2010. Essa “nova geração” de idosos está mais ativa, mais preocupada com a saúde e mais rica do que nunca.Nos Estados Unidos, por exemplo, as estimativas do censo de 2012 mostram que famílias chefiadas por pessoas de 55 a 64 anos de idade possuem uma renda mediana de US$ 55.748 em comparação com a renda de US$ 49.659 daquelas famílias chefiadas por pessoas de 25 a 34 anos de idade.

Imagem: Divulgação
À medida que os consumidores vão ficando mais velhos, eles mudam sua abordagem em relação aos alimentos que consomem, e para prolongar um estilo de vida ativo, focam em produtos mais saudáveis. Outro ponto a ser observado é a estrutura física oferecida nos estabelecimentos. Vagas especiais, caixas exclusivos, escadas rolantes adaptadas são itens básicos, mas que não devem ser os únicos. Características atraentes aos olhos de consumidores mais velhos serão diferenciais no momento de escolha do local onde fazer compras.

A criação de um produto direcionado é somente o início, a maneira de se comunicar com esse público é tão ou mais importante. Os fabricantes precisam reconhecer que os consumidores mais velhos se comportam de maneira diferente dos consumidores mais jovens. Não se trata somente do fato de que eles gastam menos com roupas e mais com alimentos e produtos saudáveis, mas eles têm o tempo e a vontade de pesquisar produtos específicos. Eles são menos influenciados pelas propagandas, buscam produtos de qualidade e são fiéis às marcas que representam valor.

Imagem: Divulgação
O aumento de consumidores idosos não é uma moda passageira, trata-se de um fato da vida. Hoje vivemos uma mudança da estrutura populacional, com o aumento da expectativa de vida e os jovens dividindo com os idosos a base da pirâmide demográfica. Os executivos e as empresas que já estiverem prontas para atender essa nova demanda serão os que conseguirão mais destaque no mercado.





Carlos Piressócio-líder de Mercados de Consumo da KPMG no Brasil.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Mercado de saudabilidade e bem-estar cresce também no Brasil

Entre 2008 e 2013, lançamento de produtos e remodelagem de embalagens para diabético, alérgico ou vegetariano cresceu uma média de 50%. Estudo é do Mundo do Marketing com a Mintel

Por Lilian Calmon, de Mundo do Marketing



Seguindo a tendência internacional, o mercado de saudabilidade e bem-estar cresce no país. Empresas lançam novos produtos mais saudáveis e até uma nova categoria foi criada nos últimos anos, a dos aliméticos, que são os alimentos com propriedades cosméticas. Entre 2008 e 2013, a média de crescimento de lançamentos e de remodelagem de embalagens foi de 50% para itens voltados a diabéticos, alérgicos, veganos ou vegetarianos de acordo com estudo encomendado pelo Mundo do Marketing ao Instituto Mintel.
A busca das pessoas por mais equilíbrio abre oportunidades no setor como a criação de e-commerces voltados para quem procura qualidade de vida. Em agosto de 2013, pela primeira vez, o índice de sobrepeso no Brasil atingiu mais da metade da população, alcançando 51% segundo levantamento da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) baseado no ano passado. Em 2006, primeiro ano da pesquisa, o índice era de 43%.
Apesar do resultado, cerca de 70% dos consumidores leem sempre os rótulos das embalagens, sendo que 52% deles procuram informações sobre calorias, 39% sobre gordura, 29% sobre colesterol e 27% sobre açúcar. Para 40% dos brasileiros, a televisão é a principal fonte de informação sobre a importância dos alimentos. Em segundo lugar, aparecem praticamente empatados os médicos e os nutricionistas com 20% e 19%. Os números são do projeto Brasil Food Trends 2020, desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Tendências nacionais
Das quatro tendências de alimentação encontradas no Brasil, três são similares às globais: as pessoas não têm tempo para cozinhar em casa, com 34%; a marca é o mais importante na escolha do alimento, com 23%; e a opção pelo mais gostoso quando comparado ao mais saudável, também com 22%.  A quarta tendência nacional, com 21%, é uma fusão entre a decisão de comprar um produto saudável mesmo que ele seja mais caro e a preferência por itens fabricados por empresas que protegem o meio ambiente ou desenvolvem ações sociais. Os dados são do Brasil Food Trends 2020.

A conexão entre bem-estar e a sustentabilidade foi observada pelo site de autoconhecimento Personare, agora reposicionado como Grupo Personare. O Grupo investiu R$ 600 mil na startup Shopping Holis, o primeiro shopping online de bem viver do país, tornando-se um agregador de produtos, serviços e profissionais com foco em bem-estar, autoconhecimento e qualidade de vida. “Vimos que a sustentabilidade é a base do bem-estar. O quanto você liga para ações sustentáveis desenvolvidas a sua volta se estiver estressado? Queremos trabalhar o interior das pessoas, porque, quando estamos em equilíbrio, tendemos a consumir menos”, diz Carolina Senna, Diretora do Grupo Personare em entrevista ao Mundo do Marketing.
A ideia surgiu a partir de pesquisas que mostraram a existência de varejistas no setor de saúde e bem-estar que não conseguiam vender seus produtos online, porque, muitas vezes, o consumidor não tinha confiança nos sites. “O público queria comprar, mas não sabia onde e não tinha confiança. Do lado dos varejistas, alguns ficaram empolgados com a oportunidade de falar com a nossa base de dados, mas outros ficaram com medo e aí entrou a nossa parte educacional”, comenta a Carolina. Lançado em julho de 2013, o próximo passo do Holis será investir em varejistas que não têm nenhuma presença na web. “Não queremos ser só intermediários, queremos atuar também na organização do setor”, antecipa Carolina Senna.
Qualidade da informação
Atento ao potencial dos produtos que fizessem algo a mais pela saúde, Edson Mazzeto Jr criou a marca de sucos funcionais Juxx  em 2006. Naquela época, os consumidores já se interessavam por esses itens, mas hoje eles estão mais imbuídos do conceito. Um dos motivos para isso é a facilidade de acesso a informações via internet. Cerca de 60% dos brasileiros se consideram informados sobre a importância da alimentação. No entanto, em relação a produtos funcionais, 40% das pessoas não sabem do que se trata e 30% só conhecem de ouvir falar, de acordo com o estudo Brasil Food Trends 2020.
A consultora de meio ambiente Karla Macedo, de 33 anos, costuma pesquisar na web novidades nas áreas de alimentação e de exercício físico. Desde a adolescência, ela se preocupa com o que come e esse ano resolveu adotar a nutrição funcional. “Não são todas as pessoas que conseguem seguir a dieta, mas isso depende do objetivo de cada um. Tinha enxaqueca, cortei a lactose da minha alimentação e melhorei. Quero envelhecer bem e magreza não necessariamente é sinônimo de saúde. Se meu organismo está equilibrado, não tem motivo para eu estar acima do peso”, diz Karla Macedo, em entrevista ao portal.
A Juxx vem trabalhando em conjunto com profissionais de saúde desde a sua entrada no mercado brasileiro. “A minha primeira ação foi buscar uma junta de médicos que dessem parâmetros para a formulação do produto no laboratório. Não adianta uma fruta ser benéfica para a saúde se, na hora de produzir o suco, a qualidade nutricional não for mantida”, explica Edson Mazzeto Jr., Diretor da Juxx, em entrevista ao Mundo do Marketing. Para 2014, a previsão é que seja lançada uma linha de produtos sem açúcar para as crianças.
Aliméticos à venda no exterior
Além de saúde, os brasileiros também demonstram interesse por alimentos com propriedades cosméticas, os chamados aliméticos, que são uma nova categoria de produto criada pela marca Beauty’In em 2010. Inspirada nos shots de colágeno japoneses, a empresária Cristiana Arcangeli apostou em balas, barras de cereais, chocolates e bebidas com colágeno e vitaminas que pudessem ser facilmente incorporados no dia a dia dos brasileiros e que não fossem caros.
A nova funcionalidade foi rapidamente compreendida pelos consumidores. “Isso foi uma surpresa para mim, acho que o conceito já devia estar no inconsciente coletivo dos brasileiros. Começamos em 2010 com oito produtos, passamos para 12, depois para 35 e, no final do ano, chegaremos a 135 itens”, diz a CEO da Beauty’In e a imortal da Academia Brasileira de Marketing, Cristiana Arcangeli, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Os aliméticos estão à venda na Inglaterra desde outubro do ano passado e, em setembro, o beauty drink, com zero conservante e zero açúcar, fez sua estreia como a bebida oficial da London Fashion Week numa parceria que durará três anos. “Londres é um berço de lançamentos e de tendências. Eles nos chamaram porque gostaram muito da ideia de um produto mais saudável ligado à beleza e ao bem-estar. É uma grande honra e uma grande responsabilidade”, comenta. No início de 2014, a Beauty’In chega aos mercados dos Estados Unidos e do México.
Veja abaixo o gráfico com base no levantamento da Mintel, que monitorou alimentos para bebês, pães, cereais para café da manhã, laticínios, sobremesas e sorvetes, balas e chicletes, molhos de mesa e temperos, chocolates e sopas em cinco categorias: funcional; menos; natural; plus; e indicados para.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

O que o boca a boca pode fazer pela sua marca?

Os novos consumidores são exigentes, conectados, interativos e já aprenderam a usar a internet a seu favor. Nesse sentido, o infográfico abaixo mostra dados de pesquisa feita para evidenciar o poder que as recomendações tem sobre as marcas. Veja:




Relatório completo e original em:
http://zocalogroup.s3.amazonaws.com/pdfs/ZocaloGroup-2013_RecommendationsStudy.pdf