quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

As 10 tendências para 2012

A JWT Intelligence, núcleo de pesquisa e inteligência da agência, divulgou uma lista com as dez tendências para 2012. É a sétima vez que esse sumário é divulgado - sempre no final do ano -, com as ideias do que pode aparecer no período que chega. (Veja aqui.)

As incertezas econômicas, a ideia cada vez mais crescente de responsabilidade compartilhada e a abertura para novas tecnologias foram os tópicos que permearam o levantamento deste ano.
O primeiro tópico paira pelo aspecto econômico ao dizer que cada vez mais marcas criarão alternativas para atingir consumidores "sensíveis ao custo"; isso se dará por meio de criações menores, despojadas ou com qualquer outro aspecto que tornem produtos e serviços acessíveis.


Já o segundo trata do comportamento das pessoas, que, fartas de ouvirem o que fazer (ou não), passarão a se entregar mais aos "pecados" e abandonar um pouco paranoias com dietas, cigarro, bebidas etc. Mas essa tendência se explica no fato de que muitos já estão treinados em autocontrole, de tanto incentivo recebido.

Ainda no campo comportamental, mas já unido à economia, o item seguinte traz uma visão de que há um grupo de incontentes com o status de "Geração Perdida". Ao invés de ficarem em casa reclamando por serem tratados de maneira injusta, eles encontrarão oportunidades na diversidade econômica - credenciados pela tecnologia, que costuma ultrapassar as barreiras do tradicionalismo.
A quarta previsão fala da ideia de responsabilidade compartilhada: algumas corporações, cientes de que precisam ter responsabilidade social, mudarão seus modelos de negócios para integrar iniciativas sociais aos núcleos de estratégia.

O item seguinte também parte do conceito de sustentabilidade ao colocar o mercado de alimentos como "a nova questão ambiental". As pessoas passarão a se preocupar mais com os impactos ambientais causados pelos métodos de preparo das comidas. Neste caso, as pequenas mudanças farão diferença.

Mais sobre comportamento: as mulheres não pensarão mais no casamento como etapa primordial a se passar durante a vida. Isso fará com que modelos antes vistos como alternativos passem a ser tomados como normais, como ser mãe solteira, por exemplo.

Nossos mundos individuais ficarão cada vez mais personalizados - o que estreita o tipo de conteúdo, experiências e pessoas a que somos expostos. Por isso, uma "grande ênfase será colocada em reintroduzir a aleatoriedade, a descoberta de inspiração, e diferentes pontos de vista em nossos mundos".

Dentro campo tecnológico, a JWT diz que mais superfícies planas estão se tornando telas, e mais telas estão ficando interativas. "Cada vez mais vamos tocá-las, gesticular com elas e falar com elas" - e, claro, ficaremos acostumados com isso. Esse crescimento criará oportunidades originais para informar, engajar e motivar consumidores.

A tendência seguinte lembra que as percepções sobre envelhecimento estão mudando e as pessoas passaram a ver mais positividade em ficar velhas. Com mudanças culturais e demográficas, além de avanços medicinais, a definição de quando a velhice chega será alterada, assim como o significado do termo.

Por último, passaremos a dar mais atenção aos objetos físicos, ao tato, já que muitas coisas firam substituídas pelo mundo virtual. "Como resultado, veremos mais 'objetos motivacionais'", diz a agência.

Redação Adnews

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Compras coletivas: os empresários e consumidores estão preparados?

Diante do fenômeno das compras coletivas e das inúmeras reclamações aos próprios sites e portais que agrupam as insatisfações, fica a pergunta no ar: estamos preparados?

Comprar com desconto, quem não gosta? Diante dessa preferência dos consumidores brasileiros em pechinchar para economizar, nasceu, em março de 2010, a primeira plataforma de compras coletivas no país: o Peixe Urbano. Logo depois, veio a americana Groupon, que estava presente nos EUA desde 2008.

A possibilidade de comprar com descontos de até 70% encantou os consumidores brasileiros e fez com que esse fenômeno virasse uma verdadeira febre no país. E diante deste cenário, nasceram no Brasil milhares de sites de compras coletivas menores, segmentados por estado, cidade e até preferências ou hobbies, como os de hotéis e pet shops, por exemplo.

Porém, este tipo de comércio virtual no país está passando por uma transição necessária para a sua consolidação no país, onde somente os sites maiores poderão sobreviver no mercado e, ainda sim, se forem extremamente cautelosos com as reclamações e problemas ocasionados pelo descaso com os consumidores, vide Reclame Aqui.

Reclamações e queixas

É comum que os consumidores se sintam lesados com muitas promoções de sites de compra coletiva que garantem aos compradores o produto ou serviço adquirido, mediante apresentação de cupom comprado através da rede e não utilizarem sua compra por muitos motivos. Dentre eles, não poder reservar uma suíte em um hotel por causa da lotação; ou não poder marcar hora no cabeleireiro por não ter mais horário até o fim da promoção, ou simplesmente porque acabaram os estoques do produto anunciado.

Esses problemas em não poder utilizar o cupom, causam desconforto aos consumidores e às empresas responsáveis por anunciar sua marca e concederem promoções aos seus clientes. Aos consumidores, a impossibilidade de usufruírem de suas compras e às empresas, o problema com a imagem de sua marca, que fica defasada após o não atendimento correto aos compradores, já que os próprios sites de compras coletiva não se responsabilizam por serviços não realizados.

O que vem acontecendo nos últimos meses é uma verdadeira avalanche de reclamações em órgãos responsáveis por fiscalizar os direitos ao consumidor, como o PROCON. Além disso, sites que agrupam essas reclamações, como o Reclameaqui, registram diariamente as insatisfações dos usuários. Mas o que acontece é que muitos desses casos são arquivados e não são resolvidos.

Isso demonstra certo despreparo de todos os envolvidos. Desde os consumidores, que não se atentam às responsabilidades dos sites de compras coletivas e não sabem a quem recorrer, caso não sejam atendidos; até os empresários, que não sabem adequar suas estratégias na hora de utilizar-se destes recursos para promover suas empresas.

Observação:
Nós, da empresa IC GRUPOM, recebemos milhares de e-mails de consumidores insatisfeitos com reclamações diversas e constatamos que os usuários de sites de compras coletivas, muitas vezes, não recorrem ao meio correto para entrar em contato com a empresa de nome homófono: GROUPON.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Compras coletivas vivem momento de transição no Brasil

Empresas do setor devem investir no atendimento e em ofertas personalizadas para conquistar os de consumidores ávidos por comprar produtos e serviços com descontos.


Os sites de compras coletivas foram um dos fenômenos de vendas no Brasil em 2010. Após um ano, no entanto, passada a euforia, as empresas do setor buscam inovações para se consolidarem no mercado brasileiro. As tendências para o negócio estão relacionadas ao atendimento ao cliente e às ofertas personalizadas. As mudanças chegam para implementar no Brasil um terceiro momento de gestão das companhias do setor, a de fidelização dos clientes e de interações do mobile e do social commerce.


A primeira etapa do processo foi marcada pela corrida do ouro. A facilidade de montagem da plataforma de vendas e a imediata identificação dos consumidores com o modelo de negócio gerou a criação de mais de duas mil páginas na internet de compras coletivas, segundo dados do Ibope Nielsen Online. O peixe urbano lançou a moda no país e alavancou milhões de seguidores, mas o player brasileiro perdeu o primeiro lugar no fim de 2010 para a norte-americana Groupon, a inventora do modelo em 2008.

Atualmente, o mercado está em fase de transformação entre a segunda e a terceira etapa. Após a organização do setor, algumas empresas ganharam destaque como ClickOn, Qpechincha e Groupalia, que brigam para permanecer entre os 10 maiores atrás do Groupon e Peixe Urbano. “O mercado continuará crescendo. Ele rompe as barreiras do online e do offline, porque faz com que as pessoas conheçam as oportunidades e serviços da sua cidade ou bairro por meio da internet. É um modelo muito novo com bastantes pessoas ainda para conhecê-lo”, acredita Alexandre Ferraz, Diretor de Marketing do Peixe Urbano, em entrevista ao mundo do Marketing.
Saturação x crescimento


Se por um lado o mercado parece saturado, sem espaço para novas iniciativas, por outro, algumas empresas contrariam a premissa e seguem expandindo o setor. Os sites mais segmentados, por exemplo, como de pet shops, hoteleiro e cursos, continuam crescendo e também aqueles que apostam nos consumidores apenas de determinadas cidades. O Hotel Urbano surpreendeu os empreendedores e, na última semana, apareceu em quarto lugar no ranking das 50 maiores empresas do setor, gerado pelo Bolsa de Ofertas, seguindo o indicador Alexa Brasil.



Em novembro, o portal de descontos em hotéis atingiu a marca de um milhão de fãs na página do Facebook. Hoje, a fan page conta com 1,108 milhão de usuários e ultrapassa o número do Peixe Urbano (1,012 milhão). Antes, em abril, o Hotel Urbano já registrava a marca de seis milhões de visitas únicas por mês e uma base de cadastros de 1,4 milhões de usuários. Até o fim do ano, a empresa planeja alcançar dois milhões de usuários.

Outra surpresa foi a chegada do Azeitona Preta ao quinto lugar há duas semanas. O portal é da cidade de Marília, no interior de São Paulo, e oferece descontos para produtos e serviços do município e região. Esta semana, entretanto, o quinto lugar foi ocupado pelo Pank, que traz o diferencial de não precisar de um número mínimo de cupons a ser emitido. Todos os descontos valem independentemente da quantidade de consumidores que aderiram à oferta.

A mobilidade constante do ranking mostra que o setor ainda está bastante concorrido, mas, como era de se esperar, começa a amadurecer e perder players. Foi o que aconteceu com o Mix Oferta. A empresa surgiu no boom de novembro de 2010, mas por deficiências de negócios e falta de preparo o site foi retirado do ar. Em outubro, após uma reformulação de objetivos, a empresa voltou a atuar com um novo conceito de compras.

O Mix Oferta criou a Taxa de Manutenção de Senha, que permite ao usuário emitir cupons ilimitados por ofertas e pagar pelo serviço apenas no ato da utilização do cupom. A iniciativa pretende oferecer uma garantia a mais para os consumidores de compras coletivas, mas parece não ter alavancado as vendas do site, que ainda não aparece entre os 50 principais.

Consequências do mercado


Em julho deste ano, o país tinha 1.890 sites de compras coletivas e 73 sites agregadores de ofertas, somando um total de 1.963 portais, segundo o último levantamento do site Bolsa de Ofertas. O estudo apontava um aumento de 84% em relação a fevereiro, em que foi contabilizada a existência de 1.025 páginas de descontos em funcionamento no país. A quantidade, entretanto, esconde que 39% dos sites de compras coletivas estão fora de operação.


“Hoje o mercado pode ser considerado um mar aberto para as redes de ofertas. Mas os grandes conseguirão continuar, enquanto os pequenos quebrarão”, prevê Waldomiro Pereira, Professor de Master em Gestão e Estratégias para Comércio Eletrônico, da Business School. Para os pequenos players, o modelo segmentado parece ser a melhor aposta para conquistar uma boa posição no mercado. A disputa, no entanto, começa a aparecer entre outros negócios gerados com o sucesso das compras coletivas. Caso dos sites agregadores de desconto, (Save Me e Aponta Ofertas), de recompra de cupons (Regrupe e Reurbano) e até empresas que montam páginas de ofertas para as marcas.

A Click Soft idealizou o modelo de portal, como um blog, em que as marcas poderiam ter o seu próprio site de compras coletivas. Copiando o idealizador do mercado, o Groupon, a empresa inaugurou o Mogron, plataforma pela qual outras companhias podem se inscrever e hospedar-se gratuitamente. O pagamento destinado ao site é feito por meio de participação em vendas, em torno de 7%, das ofertas anunciadas.

Consolidação do Mercado


A tendência é que o modelo continue o mesmo, mas o mercado já vem apresentando mudanças. Uma das principais foi a abertura de capital do Groupon, em novembro, que reuniu US$ 700 milhões de investimento para a companhia, que já vinha acumulando dívidas desde setembro, quando a empresa divulgou um prejuízo líquido de US$ 214,5 milhões nos três primeiros trimestres de 2011.


“A abertura de capital do Groupon foi bem sucedida e isso demonstra que o mercado está sendo creditado. É a prova de que isso não é uma bolha e traz mais otimismo”, ressalta Ferraz, CMO do Peixe Urbano. A atuação do Groupon não intimidou os seus concorrentes, mas trouxe uma afirmação maior do potencial do negócio e aumentou a briga entre as empresas.

O ClickOn, por exemplo, já chegou a uma disputa acirrada com o Peixe Urbano pelo segundo lugar. Hoje, no entanto, a distância aumentou e o ClickOn busca fidelizar a base de clientes conquistados. “A preocupação era fazer o ClickOn chegar à competição do mercado e sobreviver a um momento de bolha. A corrida era para conquistar uma base sólida de usuários e os sócios, além de conseguir ficar entre as primeiras”, conta Cláudia Woods, Diretora de Marketing do ClickOn, em entrevista ao portal.

Tendências para o próximo ano


A corrida contra o tempo não é à toa. Os players estão de olho na quantidade de consumidores que o setor ainda pode conquistar. Atualmente, são mais de 17 milhões de pessoas cadastradas em site de compras no Brasil, segundo levantamento do Ibope Nielsen Online, realizado em maio deste ano. O número ainda é pouco, se comparado ao total de 78 milhões de internautas maiores de 16 anos no país.


“Temos uma forte atuação nas mídias sociais, com perfis no Twitter e no Facebook de cada cidade onde estamos. Todas as ofertas são destacadas nesses canais. Acreditamos muito na força do boca a boca que as mídias sociais proporcionam”, afirma Florian Otto, CEO do Groupon Brasil, ao portal.

No último dia 28, o Peixe Urbano investiu em uma loja virtual dentro do Facebook, seguindo a tendência do social commerce. O novo canal permite uma maior interatividade dos parceiros da empresas com seus potenciais consumidores. O próximo passo das empresas será investir no modelo de mobile commerce, tendo em vista o maior número de usuários de telefonia móvel no país.

A essência do modelo continuará firme, mas o principal erro das empresas ainda é o atendimento ao cliente. “Os brasileiros gostam de descontos, contudo, será necessário um foco maior no relacionamento para chamar a atenção do consumidor por meio do lado afetivo e não apenas da oferta. A inovação do mercado será a utilização de redes sociais e a constituição de uma equipe interna, que possa analisar o perfil dos clientes e o que eles desejam”, declara Waldomiro Pereira.

Fonte: Mundo do Marketing

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

10 dicas para faturar mais neste natal

Organize o estoque, prepare sua equipe de vendas e fique atento a detalhes para ter um fim de ano mais lucrativo

O último trimestre tende a ser o melhor período do ano para o comércio. Com o pagamento do 13º e as festas de final de ano, mais dinheiro circula e os comerciantes costumam ter um pico de vendas.

Com mais gente querendo comprar, os donos de lojas precisam se preparar para não acabar perdendo vendas. Ter o estoque cheio, mas desorganizado e contratar vendedores inexperientes são dois erros que os empreendedores costumam cometer.

Confira a seguir algumas dicas dadas por especialistas para preparar sua empresa e aproveitar ainda este ano para garantir um Natal mais gordo para a sua empresa.

1. Preste atenção em detalhes

Atrair a clientela não significa necessariamente ter que fazer grandes investimentos. O consultor do Sebrae-SP, José Carmo de Oliveira, sugere você faça uma análise simples do seu comércio do ponto de vista de um consumidor. Observe se falta algo na fachada da loja que ajude a chamar a atenção de quem passa, se a iluminação do seu ponto está boa, se pode tapar algum buraco na calçada ou fazer uma rampa de acesso para idosos e cadeirantes, se a parede merece uma nova pintura e se a vitrine está atrativa. Estes detalhes podem fazer toda a diferença na hora de atrair novos clientes.


2. Compre bem

“Tinha, mas acabou”. Esta é uma das frases mais frustrantes que os clientes ouvem nesta época do ano. Se o lojista não tiver nem previsão de quando o produto chega e menos ainda se o consumidor será avisado, a situação é ainda pior. “O lojista deve exterminar esta prática. Ele precisa ter um cliente que indique sua loja e retorne”, comenta o especialista em gestão de vendas, Diego Maia.

Ele sugere que o lojista faça o cadastro do cliente, com a colaboração dos vendedores e, quando tiver o produto, avise-o ou entregue em casa. Maia comenta que o abastecimento é importante e, por isso, tem que comprar em maior quantidade. Lembre-se de que se o cliente não encontra o que procura, sua loja perde a preferência.

Se este é o seu primeiro Natal e não sabe quais produtos comprar, aposte naqueles que tenham pronta-entrega e que sejam atemporais. Por conta do aumento da movimentação, o estoque naturalmente deverá ser maior. O consultor do Sebrae-SP sugere que o empresário planeje a logística da compra para os pedidos chegarem em dias ou horários diferentes. Faça o manuseio, confira a mercadoria recebida e evite problemas e perda de tempo na oferta de produtos que você escolheu.

3. Organize o estoque

Muitos lojistas não fazem ideia do número de clientes que perdem pela demora no atendimento. No comércio, este tempo precioso é desperdiçado em um estoque mal organizado e com vendedores mal informados sobre como encontrar a mercadoria certa. 

Arrume pelas cores, tamanhos e marcas, por exemplo. Além disso, oriente os funcionários para agilizar o atendimento da loja. O vendedor fica ocupado tentando entender a organização do estoque e perde o cliente que está esperando para ser atendido.


4. Faça um gerenciamento efetivo

O especialista Diego Maia ensina que para conhecer melhor o público é preciso fazer um gerenciamento efetivo. Peça ajuda aos vendedores para identificar características do público: homem, mulher, adulto, idoso e o que compram ou procuram. Estes dados vão ajudar a, no próximo ano, trazer produtos que sejam de interesse deles. Leve em conta também quem já é seu consumidor durante a maior parte do ano.

Acompanhar o funcionamento do seu comércio de perto sinaliza quais pontos podem ser melhorados. Veja se a venda não foi realizada porque não havia o produto, não tinha no modelo/cor que o cliente queria ou ainda se foi o mau atendimento do vendedor. Em uma tabela, estes dados vão te fornecer indicadores adicionais sobre a movimentação.

5. Faça ações promocionais

O primeiro passo para faturar mais é atrair mais gente para o seu ponto. Segundo Diego Maia, o cliente escolhe onde e como comprar conforme a vantagem que terá na loja. “Precisa trazer algo novo, inusitado”, diz. Ele sugere uma promoção no estilo “comprar e ganhar”, ou seja, levar um brinde quando atinge um valor mínimo de compra ou concorrer a uma viagem.

Já o produto encalhado, antes de ter o valor reduzido, pode ser mudado de lugar no mostruário. “Veja se ele está bem exposto, se não está aglomerado, sujo, se a iluminação favorece ou não”, comenta Oliveira. A mercadoria parada pode sair também através da venda casada em uma promoção ou com desconto real.

“Vai vender mais quem tiver uma equipe mais bem preparada”, diz o especialista em gestão de vendas. Com mão de obra qualificada quase escassa, o empreendedor precisa contratar funcionários com pouca ou até nenhuma experiência e treiná-los. Maia comenta que estes candidatos geralmente querem só ganhar um dinheiro extra no fim de ano. Por isso, é preciso despertar nele o interesse em atender e vender bem.

“Os lojistas costumam pagar o mesmo salário, benefícios e percentual de comissão. O que vai fazer com que o funcionário queira trabalhar naquela loja é a simpatia com que ele foi recebido e a proximidade de casa, entre outros fatores”, afirma Maia. Aposte em benefícios como vale alimentação e cestas de Natal.

O consultor do Sebrae-SP comenta que o treinamento é importante e que o lojista deve arranjar qualquer horário, pela manhã, à noite ou no fim de semana, para passar as instruções sobre os conceitos da loja, perfil de público e adequação de linguagem no atendimento. Oliveira ainda recomenda ter atenção no visual dos funcionários: “Não precisa gastar dinheiro com uniforme, mas compre só uma cor de camisa com o nome da empresa nela. Isso mostra ao cliente que tem alguém ali para atendê-lo”.

7. Amplie o horário de funcionamento

Ter um horário alternativo para o cliente, principalmente nesta época do ano, é um facilitador e traz mais vendas para você. As lojas em shopping costumam seguir as orientações da administração. Se for na rua, veja o horário mais conveniente para o consumidor. “Tem lojista que é míope, que nem abre de domingo porque vai gastar mais luz e terá outras despesas. Mas, na verdade, isto é investimento”, comenta Diego Maia.


8. Negocie com os fornecedores

Procure pagar o mais barato possível aos fornecedores. Considere o pagamento à vista, já que no prazo poderá arcar com juros. Se você tiver contratos maiores com fornecedores, não se intimide em tentar pedir verbas de promoção, seja por sorteio ou a decoração de fim de ano. Se o intuito é ajudar nas suas vendas, o fornecedor poderá pedir algo em troca, como um pedido maior. “É preciso negociar bem. O lojista peca por não negociar questões acessíveis, como a verba para campanha para bonificar o cliente final”, comenta Maia.

9. Invista em segurança

Assim como as vendas, as perdas podem ser maiores no final do ano. Com o estoque bem controlado e a emissão de nota fiscal, é possível saber o que foi vendido e o que foi perdido. Para isso, você pode alugar equipamentos de segurança ou ter um vigilante. Os cheques também costumam ser um problema. Se for aceitá-los, tenha um sistema para checar a credibilidade do cliente.


10. Cuidado com o e-commerce

Nesta época, acontecem muitos golpes online também. Diego Maia recomenda ao empreendedor suspeitar de pedidos muito grandes. “Confira se a venda foi validada pela operadora”, diz. Geralmente, há demora para o lojista ser informado que a venda não existiu por fraude. Por serem cartões clonados, dias depois o dono do cartão vai contatar a operadora que fará o estorno. Mas a essa altura, o produto já foi entregue e o lojista sai perdendo na mercadoria.

Fonte: Exame

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Defesa do consumidor na rede social

Nova plataforma

Defesa do consumidor na rede social

(Agência Estado) 21 de novembro de 2011 (segunda-feira)

São Paulo - O brasileiro adora uma rede social. Primeiro, a espantosa adesão ao Orkut, muito superior a quaisquer outros países. Agora, o estrondoso sucesso de Facebook, Twitter e YouTube abriu uma ampla janela de oportunidades para a defesa do consumidor. Aqueles que se sentem lesados por empresas das quais compraram produtos e serviços podem dar muito mais visibilidade a suas reclamações e arranhar a imagem da companhia, conforme o tamanho de sua rede de amigos.

Mesmo assim, nada garante a reparação do dano. Para se ter uma ideia, um levantamento divulgado em outubro pela empresa de pesquisa Maritz Research, dos Estados Unidos, apenas 30% das pessoas que reclamam no Twitter recebem algum tipo de resposta das empresas.

Como no mundo das redes o coletivo é voz que pesa, números como os encontrados pela pesquisa levaram dez microempreendedores de São Paulo a se unir para lançar uma nova plataforma, atrelada ao Facebook, cujo objetivo é reunir consumidores com os mesmos tipos de problemas e, em conjunto, encaminhá-los às empresas, ao Ministério Público, aos Procons e às agências reguladoras. A plataforma entra no ar na próxima segunda-feira, 21.

Relação

A ideia, segundo a sócia-fundadora do Zaanga.com.br, Raquel Costa, é melhorar concretamente a relação entre as empresas e os consumidores lesados. "As empresas conseguem monitorar quantas vezes são citadas nas redes. Mas o consumidor não tem como saber quantas pessoas vivem o mesmo problema que ele. O Zaanga permite que eles se encontrem e ajam conjuntamente", esclarece Raquel.

O consumidor acessa o Zaanga a partir de seu cadastro no Facebook, preenche um questionário em que, a partir de palavras-chave, vai permitir que tome conhecimento de outro tanto de pessoas com o mesmo problema. A partir daí, ele tem a opção 'mobilize-se', caso queira ter sua reclamação encaminhada para a empresa e órgão competentes - uma advogada se encarrega de fazer os encaminhamentos. As respostas chegam também pela mesma plataforma. Usuário não será tarifado. Caso não queira mobilizar-se, pode ficar apenas como observador.


Ideia

Na linha das empresas startup, os investimentos na nova plataforma foram basicamente em capital intelectual. Segundo Raquel, não existe iniciativa como essa no Brasil. Ela também não tem conhecimento de nada parecido no mundo. O Zaanga é administrado por quatro equipes: concepção de produto, tecnologia, comunicação e jurídico.



A ideia nasceu da experiência dos fundadores nos dois lados da mesa: como consumidores que já foram lesados mais de uma vez e como consultores de empresas.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Homens, mulheres e as compras de natal

A Empresa de Pesquisa Grupom em parceria com a Acieg realiza todo ano, desde 2002, pesquisa painel com as tendências de consumo do goianiense na hora das compras de natal e através dela é possível detectar o comportamento de homens e mulheres na hora de gastar com os presentes: aproximadamente quanto vão gastar e o primeiro local que vão procurar para realizar suas compras.

Na hora das compras, os homens preferem os shopping centers
Pesquisa Grupom/Acieg, divulgada em 16/11/2011

Por serem mais objetivos para comprar e não gostarem de pesquisar tanto os preços quanto as mulheres, os homens preferem a facilidade de comprar nos shopping centers, que também oferecem lojas de vários segmentos em um só lugar. Além disso, declararam que irão gastar mais do que as mulheres neste estabelecimento.

Os comerciantes precisam estar atentos na busca de um melhor atendimento aos seus clientes do sexo masculino. Proporcionando um tratamento diferenciado a este tipo de público.

Nos percentuais apresentados, os homens também declararam-se mais indecisos com relação ao lugar que irão procurar primeiro para realizar suas compras com relação às mulheres. Apenas 13,9% delas declararam não saber onde irão comprar os presentes natalinos, já 19,8% dos homens afirmaram não ter certeza com relação ao primeiro local procurado para as compras.

Mulheres pechincham mais
O shopping center também é o primeiro local mais procurado pelas mulheres para as compras natalinas, porém elas preferem buscar outros locais para realizar suas compras. A segundo maior percentual de local mais procurado (17,7%) pelas mulheres ficou com as lojas de Campinas. Essas lojas são bastante procuradas pelas mulheres graças à variedade de produtos oferecidos na região além de preços mais baixos.

Além disso, o centro da cidade também é muito procurado pelas mulheres, pois oferece também variedade de produtos e preços, que facilita a pesquisa na hora da compra, por um produto de qualidade e com preços mais acessíveis.

Atendimento diferenciado

Atentos à essa demanda de consumidores nas ruas (aproximadamente 1 milhão deles) para realizarem as suas compras, os comerciantes precisam estar preparados para receber e atender corretamente este público.
Homens são mais objetivos, porém buscam nos produtos uma boa relação custo x benefício e também conforto para realizarem as compras de natal. As mulheres, todavia, que gostam de pesquisar preços precisam de diferenciais na hora da compra, que pode ser, inclusive, o atendimento prestado pelas lojas ou estabelecimentos que visitarão.
Não significa que os homens não valorizem este quesito, é necessário que eles também desfrutem de atendimento exclusivo para fazer a diferença na hora da escolha pelos locais de compra.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A internet está nos deixando burros ou incentivando a inteligência coletiva? Um comentário.

“A internet está nos deixando burros”. Nicholas Carr, autor do livro “The Shallows: what the internet is doing to our brains?”, sugere que a quantidade de informações que recebemos e que lemos diariamente na internet através de links e hiperlinks são responsáveis por uma maneira de pensar fragmentada, que resulta em um aprendizado superficial.

Alessandra Lariu, colunista da Revista Info enfatiza que sua memória não é mais a mesma desde que começou a usar as multiplataformas da web para escrever, ler e realizar suas atividades: “Minhas anotações estão divididas entre três cadernos e meu celular. Quando estou ouvindo uma palestra, tenho pena do palestrante, que tem de competir com a internet, com o Twitter, o Facebook e o e-mail. Conclusão: além de burra, fiquei mal-educada, indelicada, distraída.”

Para minimizar os efeitos do excesso de informação, Alessandra sugere passos básicos para “catalogar” todas essas notícias as quais estamos acostumados a receber diariamente: filtrar, selecionar e relaxar. Onde filtrar consiste em verificar os melhores dados, selecionar significa relevar os mais importantes e relaxar, enfim, mostra que jamais poderemos deter todo o conhecimento existente.

Particularmente, acredito que a internet está possibilitando um maior acesso à informação por todos os indivíduos e que isso não altera o desempenho cognitivo. As milhares de informações que vemos todos os dias só servem para formar indivíduos mais conhecedores dos problemas que afetam a sociedade e seu meio, além de possibilitar uma nova forma de conhecimento baseada na inovação e acessibilidade.

Ainda, a possibilidade de conviver com vários tipos de informações e plataformas, coloca diante de nós multitarefas as quais devemos ser acostumados a conviver para realizar trabalhos mais rápidos e efetivos, sem alterar na qualidade dos processos.

Agora é inegável que a internet está sim, deixando os indivíduos mais ansiosos e ávidos por novidade, incitando a cultura do efêmero, porém, do conhecimento coletivo.


Daniele Souza
Acadêmica de Relações Públicas
Estagiária na IC Grupom

O comentário é sobre o artigo publicado na Revista Info Online, disponível no Link: http://info.abril.com.br/noticias/extras/mal-educada-e-gaga-a-culpa-e-da-web-29092011-29.shl - acessado em 19 de Outubro de 2011.
Fonte da foto: Zona Digital