quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Profissional de marketing digital deve ser também um bom matemático

Fazem parte da rotina dessas pessoas entender e interpretar os números do mercado, realizar relatórios de venda e retorno sobre o investimento, plano de mídia, gerenciar as ações realizadas e entender se o trabalho feito tem qualidade
 
Pergunte aos seus amigos graduados na área de Comunicação Social: quais eram as suas matérias preferidas nos tempos de escola? Provavelmente a maioria responderá que era história, português, redação ou até mesmo geografia. Dificilmente você ouvirá respostas como matemática ou física. Isso é fato. Um dos motivos que levam os jovens a optar por uma carreira na área de comunicação é a "fuga" dos números.

Porém, vale lembrar que a facilidade com matemática é uma habilidade essencial para o bom profissional de marketing. Fazem parte da rotina dessas pessoas entender e interpretar os números do mercado, realizar relatórios de venda e retorno sobre o investimento, plano de mídia, gerenciar as ações realizadas e entender se o trabalho feito tem qualidade ou não.

Nesses 15 anos de trabalho, já vivenciei várias situações em que profissionais de marketing mostram uma imensa dificuldade com números, especialmente aqueles com formação na área de comunicação. Muitos não sabem ao mesmo fazer operações simples, como regra de três, proporção e porcentagens.

Não é a toa que, nos processos seletivos da Media Factory, os candidatos passam por provas de matemática. Essa foi uma forma que encontramos para evitar futuras "gafes" no momento de calcular e apresentar números.

Na área de marketing digital a familiaridade com números se torna ainda mais importante, uma vez que a partir do momento em que a campanha vai pro ar, o trabalho de mensuração de resultados começa imediatamente. Esse é inclusive o diferencial das agências de marketing online: elas trabalham no sistema real time.

Às vezes uma campanha online gera um tráfego intenso de acessos, porém, quando você compara com o número efetivo de vendas do produto, você descobre que essa audiência não está sendo qualitativa, ou seja, não está gerando resultado. Parte do trabalho do profissional de marketing online é saber tomar uma decisão levando em consideração os números de uma campanha.

Ao apresentar ao cliente os números de um job que você considera bem sucedido, tudo se torna mais claro. A matemática é uma ciência exata, os números não mentem.

Acredito que as universidades de marketing e publicidade deveriam se modernizar nesse sentido e oferecer aos alunos mais matérias que abordem situações envolvendo números que são vividas no dia a dia. Digo isso, pois no quesito matemática, muitos recém formados, e até os mais experientes, estão despreparados.

Se a pessoa tem pelo menos um conceito básico em relação aos números, se adéqua tranquilamente ao que o mercado exige, mas se tem uma base ruim em matemática, poderá se complicar.

Vem-me a cabeça o exemplo de Martha Gabriel, conhecida profissional de marketing online. Ela é formada em Engenharia Civil e isso certamente ajudou em sua carreira na área de marketing. Por isso, sempre cito isso em meus discursos: um profissional de marketing completo deve saber como "ler" os números.


Gabriel Kenski é diretor de negócios da Media Factory, empresa de marketing digital e uma das pioneiras no conceito de marketing de performance. 
Twitter: @gkenski
http://www.mediafactory.com.br 

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Empreendedorismo e pesquisa



Novas empresas nascem a todo o momento. Algumas delas, já possuíam suas ideias incubadas, estudadas ou possuíam um caráter experimental e depois se profissionalizaram. Depois disso, buscaram se registrar devido aos benefícios que são concedidos ao empreendedor individual. No final deste mês de agosto, já  foi batida a meta do governo federal de 1,5 milhões de empreendedores até o fim do ano. (Dado do Sebrae.)

O investimento e o incentivo ao empreendedorismo são salutares para o bom funcionamento do país através da cobrança de impostos e geração de empregos, além do estímulo a concorrência que gera consumidores mais exigentes e traz novos desafios no âmbito da inovação, na busca de diferenciais.

Porém, a abertura de uma empresa não é simples e demanda além de investimentos estruturais, como a compra de equipamentos, o desembolso de verba para divulgação e principalmente para a pesquisa. Sem ela é impossível conhecer o mercado, possíveis concorrentes, consumidores e comportamentos do público-alvo da nova empresa.

A falta de planejamento é uma das principais causas da mortalidade precoce de novos negócios e dentro do programa de planejamento, a pesquisa é a principal forma de descobrir como se comportam os públicos de interesse e detectar possíveis tendências de mercado.

Além disso, a pesquisa funciona como fator de mensuração de resultados obtidos. Através dela, pode-se buscar a opinião do consumidor, a definição de novas estratégias e a diminuição de erros na hora de optar por novos investimentos. Através dela, se detecta muitos problemas que podem contribuir para a mortalidade da sua empresa.

Para não jogar um alto investimento no ralo, investir em pesquisa é uma boa saída para a consolidação de um projeto que demanda tempo, paciência e habilidade de execução, para finalmente, consolidar-se no mercado e colher os bons frutos de um negócio rentável e produtivo.

Fonte: Sebrae e  Administradores 
Imagem retirada de: Blog dos Empreendedores

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Sustentabilidade, Responsabilidade Social e os Consumidores de Conceito.

Em tempos de consumidores mais ambientalmente responsáveis e socialmente conscientes, nada mais estratégico do que formatar as ações para esses públicos que visualizam além e não permitem que as empresas hajam de maneira anti-ética. Nos muitos discursos de sustentabilidade, responsabilidade social e inovação é possível perceber o compromisso de muitas empresas na busca de conceito para as suas marcas e serviços.
Para adoção do conceito de empresa sustentável ou socialmente responsável não é necessário um grande desdobramento e nem gastos abusivos para a contribuição com o planeta e integração da própria organização. A substituição do uso de papel comum para o papel reciclado, a implantação de coleta seletiva e participação dos funcionários em programas de voluntariado podem ser pequenas ações, mas que podem gerar resultados grandiosos e que contribuem com o social.
Pesquisa realizada em 2010 pela Edelman revelou que 81% dos brasileiros mostraram-se mais propensos a comprar produtos de marcas que apoiam alguma causa. Portanto, além do benefício para o planeta e sociedade, atitudes socialmente corretas reverberam também em lucro para as empresas, além de boa imagem da marca.
Veja a lista com as Vinte Empresas mais sustentáveis de acordo com a mídia divulgada pelo Portal Imprensa:




quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Por que a Classe C é tão interessante?

Periodicamente surgem novas considerações sobre a nova Classe Média, ou “Classe C” no país. Esse agrupado de pessoas já corresponde a  94,9 milhões de brasileiros ou 50,5% da população. Ao considerar o tamanho da classe, já se nota a sua influência no consumo dos brasileiros, o que torna a classe C tão atrativa para os empresários.

O foco nesse público, que já não permite mais ser tratado como “Classe Média”, prega a exclusividade e oferece novos produtos, anteriormente não tão difundidos nesse meio, como iates, roupas de grife, carros importados e viagens internacionais.
Além disso, para os pertencentes à classe que ainda não consomem essa carta de produtos, temos o segmento do varejo de moda colocando exclusividade em suas peças, como lojas de departamento que convidam estilistas famosos, como a Riachuelo, ao convidar o Pedro Lourenço e a Thaís Gusmão para desenhar peças exclusivas.
Para os pertencentes à Classe C, que buscam cada vez mais se diferenciar, ainda surgiu o movimento das compras coletivas, que possibilita a compra de cupons de restaurantes, clínicas de estética, salões de beleza e viagens a preços acessíveis e pagamentos facilitados, que impulsionam o consumo.

Outro mercado que mira na nova Classe Média é o segmento de tecnologia Mobile, com Smartphones e IPads, para ditar novas tendências e difundir o consumo também, através do Marketing Mobile e do acesso às Redes Sociais. As operadoras de celular sempre buscam novas promoções para incentivar o uso de internet 3G e a utilização de Smartphones, promovendo trocas e descontos para a aquisição de novos aparelhos.
Os profissionais de Marketing e Comunicação estão atentos às demandas dessa nova classe tão representativa no país pelo seu potencial de consumo e seus objetivos que miram exclusividade, diferenciação sem esquecer-se dos preços e da facilidade de crédito.

Fonte: SAE, Vogue, Riachuelo e Info

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Aumenta busca por itens de luxo no Brasil

O consumo de itens de luxo no país deslancha neste ano de 2011. O setor deve movimentar mais de R$ 20,94 bilhões diante dos R$ 15,73 bilhões em 2010. Atentas a esses índices, grandes grifes que ainda não tinham sede no Brasil, se instalaram em Ruas famosas do país, como a Oscar Freire em São Paulo ou shoppings que concentram público de alto poder aquisitivo, como o Iguatemi também em São Paulo.

Grifes como Marc Jacobs, Christian Louboutin e Ferrari, embarcam no Brasil acreditando no potencial de consumo do país, que chega a R$71,3 bilhões.
Os fatores que desencadearam esse processo de compra e desejo por itens de luxo são inúmeros. Dentre eles a facilidade de crédito e o alargamento da Classe C, que proporcionaram um maior potencial aquisitivo, além da busca por itens de qualidade.
Pesquisa da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência revelou que a maioria dos integrantes da nova Classe Média é composta de mulheres, que buscam exclusividade para os seus produtos e consomem serviços que vão de clínicas de estética e cabeleireiros até academias de bairros nobres das capitais brasileiras,  sendo também portanto, potenciais consumidoras de itens de luxo.


Fontes: DCI e SAE

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Mobile Marketing para a sua empresa

O Brasil já se apresenta como um país com números representativos de usuários de celular. De acordo com dados da ANATEL, em Março de 2011, já havia praticamente 210.500.000 linhas telefônicas no país, um número maior de aparelhos celulares do que de habitantes.

Empresas, atentas a essa demanda, procuraram traçar estratégias nas suas campanhas de Marketing com um foco Mobile, porém, apesar disso, de acordo com pesquisa da Agência Mowa, apenas 7,5% das empresas brasileiras usam o Mobile Marketing, que inclui serviços como o SMS (mensagens instantâneas), o SM (sites móveis) e os APPs (aplicativos para Smartphones).
Os SMS são bastante utilizados pela sua popularidade e compatibilidade com a maioria dos modelos de celulares e, de acordo com a pesquisa, são utilizados por 29% das empresas. Os APPs, aplicativos para Smartphones, são a tendência do momento e respondem por 21% de utilização das empresas. Os SM (sites móveis) correspondem a apenas 17% de uso.
As empresas devem entender a importância de possuir presença mobile, afinal, muitas pessoas estão migrando para os Smartphones e é necessário adaptar o novo conceito aos clientes. Para isso, são diversas as formas de utilizar o Mobile Marketing para o consumidor digital, pode ser através de jogos nos apps, promoções via celular ou mesmo, de alguma outra forma, encantar o cliente inserido no contexto de inovação e relacionamento.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A popularização dos Smartphones

O acesso à internet por meio de smartphones não é mais considerado um luxo, já que os aparelhos são encontrados das mais distintas formas e está presente nas mais diversas classes sociais brasileiras. Segundo estudo da W/MacCann e Grupo Mobi, a respeito dos possuidores de telefones celular, 50,4% compraram seu último aparelho há 6 meses ou menos.


Esse crescimento deve-se além da popularização da internet e das Redes Sociais, de um ‘empurrãozinho’ da economia que permitiu a muitos brasileiros a compra de equipamentos eletrônicos com crédito facilitado. Grandes ofertas de empresas que lideram no segmento de E-commerce também contribuíram para o fenômeno.
Cerca de 30,3% dos internautas possuem um Smartphone (aproximadamente 19 milhões de aparelhos só no Brasil) e demonstra presença em todas as faixas etárias, com porcentagem significativa (de 19%) na Classe C e 40,5% dos consumidores dessa classe, pretendem trocar seu Smartphone em 6 meses ou menos.
No segmento, a Apple continua na liderança de vendas mundiais desses aparelhos, seguida pela Samsung. As demais, listadas na tabela, continuam trazendo novas tecnologias para inovar cada vez mais seus Smartphones.
Através do avanço das novas tecnologias é possível traçar novas estratégias para o seu negócio e oportunidades conferem novas atuações para os profissionais de Marketing. Uma delas é o Mobile Marketing, tema da nossa próxima postagem.